VOLTA AO ATLÂNTICO
Em 2019, parti de Paraty a bordo do veleiro Asa Branca, iniciando uma travessia atlântica que se desdobraria ao longo de cinco anos. A jornada começou com a subida pela costa brasileira até o Caribe, onde vivi embarcado durante os anos da pandemia, navegando entre as Antilhas Menores, entre Saint Martin e Grenada. Em seguida, rumamos para Bonaire e Curaçao, onde o Asa Branca permaneceu por duas temporadas.
Foi no ano de 2023 que cruzamos o mar do Caribe agora no sentido norte, contornamos a Ilha Hispaniola, que é dividida entre Republica Dominicana e Haiti, e aportamos nas Bahamas. Centenas de ilhas isoladas e paradisíacas que ficam perto da Florida. Depois, já nos EUA percorremos parte do canal intercostal até o Cabo Canaveral, e o Asa Branca repousou fora d’água por um ano, preparando-se para o capítulo final da viagem.
Em 2024, após dois meses intensos de trabalho e ajustes técnicos, partimos da Florida para completar a volta ao Atlântico, navegando até Bermuda, e depois chegando aos Açores. Por lá permaneci por 50 dias, inebriado pela potência e resistência da cultura portuguesa, que ali parece ter parado no tempo. Nos traços da colonização açoriana, ecos profundos da formação cultural da Ilha de Santa Catarina, terra-mar que escolho como morada.
A travessia seguiu com uma parada breve em Cabo Verde, até o retorno ao Brasil. Aportamos em João Pessoa no dia 22 setembro de 2024. A seguir, uma seleção de imagens dessa jornada oceânica. Fragmentos de uma jornada onde o mar é tanto caminho quanto casa.
























