
Felipe Ludovice
Artista visual e navegador
Sua trajetória mistura fotografia, viagens, navegação à vela e experiências humanas, sempre buscando criar conexões entre paisagem, movimento e pertencimento.
Formado em Comunicação Social pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie e em Fotografia pela Escola Panamericana de Artes, iniciou a carreira na publicidade, passando pela criação da Ogilvy Brasil. Com o tempo, direcionou seu trabalho para projetos autorais ligados à arte, ao documentário e às expedições marítimas.
No cinema, dirigiu e fotografou o documentário Vitrola, Estrada e Sonho (2018), e assinou a fotografia e direção executiva do longa A Pajé (2020), ambos pela Oceano Filmes.
Em 2016, começou a desenvolver o projeto Além da Superfície, série de fotografias subaquáticas que usa o mergulho como forma de investigação visual e interior. O mar também se tornou parte central de sua trajetória pessoal.
Em 2015 participou da Expedição Caribe, navegando da Flórida às Ilhas Virgens Britânicas. Em 2018, realizou a travessia entre a Paraíba e Fernando de Noronha a bordo de um veleiro de apenas 13 pés, tornando-se o primeiro a completar o percurso de forma autônoma em uma embarcação desse porte.
Em 2019 iniciou a Volta ao Atlântico com o veleiro Asa Branca, vivendo embarcado por quase dois anos entre as ilhas das Antilhas Menores. Em 2024 retornou ao Brasil passando pelos Açores e Cabo Verde.
Felipe também participa de projetos sociais e educativos por meio da arte. É conselheiro do Instituto Reverbera, em Florianópolis, onde atua no desenvolvimento de iniciativas culturais com comunidades indígenas e periféricas. Desse trabalho nasceu a Mostra Dois Mundos (2023), exibida no MIS de Florianópolis, reunindo produções criadas em colaboração entre artistas voluntários e crianças da Aldeia Yynn Moroti Wherá e do Maciço do Morro da Cruz.
Sua produção transita entre fotografia, cinema, arte social e vida marítima, guiada por temas como liberdade, escuta e relação com o ambiente.